quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

10 relíquias que geraram disputas entre países


São "tesouros" para seus países de origem, mas com o passar dos séculos muitos saíram de seus países, por razões e formas várias. E pela quantidade de disputas atuais sem solução, notamos que nem sempre o diálogo é o caminho tomado para resolução das pendências.


Busto de Nefertiti

Foi encontrado pelo arqueólogo Ludwing Borchardt, tem 3.400 anos e mostra a mulher do faraó Aquenáton. Está em exposição no Museu do Egito, em Berlim. Os alemães já avisaram que não devolvem, mas o Egito quer a peça de volta.

© Andreas Rentz/Getty Images


Diamante Koh-i-Noor


Após 175 anos um grupo de atores, empresários e intelectuais da Índia tentam reaver o diamante Koh-i-Noor. O diamante tem 108,8 quilates e foi dos imperadores Moghul da Índia, nunca foi vendido, mas passou pelos iranianos que, em seguida, perderam para os afegãos. Depois passou pelas mãos dos Sikhs. Em 1850, quando a Grã-Bretanha anexou a Índia ao Império, e a Rainha Vitória foi declarada imperatriz da Índia, ela recebeu o Koh-i-Noor das mãos de Lorde Dalhousie. Há um processo da Índia contra o Reino Unido na tentativa de recuperar a pedra preciosa.
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© GraphicaArtis/Getty Images


A pedra Rosetta

Data de 196 A.C. e tem uma inscrição que foi chave para entender os hieroglifos (o alfabeto dos antigos egípcios). Foi descoberta por um soldado francês em 1799 próximo da cidade de Rashid, no Egito. O governo egípcio tenta reaver a peça que foi espoliada aos franceses em 1801 pelos britânicos e a colocaram no British Museum.

© Edmond Terakopian, PA


Artefatos do levante dos boxers
Desde 2013 a China procura reaver os inestimáveis artefatos da Rebelião dos Boxers. Um dos oito países a integrar a força que abafou o levante contra a dinastia Quin, o Reino Unido se nega a devolver o espólio de guerra.
© Dan Kitwood/Getty Images


Tesouro de Priam

O tesouro de Priam foi adquirido por Heinrich Schliemann, atualmente Turquia, durante o século XIX. Os objetos foram levados como butim de guerra pela União Soviética na II Guerra Mundial e foram exibidos em um museu na Rússia nos anos 1990. A Alemanha exige a devolução, mas a Rússia não demonstra interesse em devolver.
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© DEA / M. SEEMULLER/DEA / M. SEEMULLER/Getty Images


Figuras chinesas em bronze

Fazem parte da coleção do falecido Yves Saint Laurent e estão no Grand Palais, em Paris. Sã duas peças, cabeças de um rato e de um coelho. Em 2009 uma casa de leilões chinesa reclama os objetos da dinastia Quin, fiz uma oferta de US$ 18 milhões pelas estátuas. Enquanto que o governo chinês reclama, de graça, a devolução das peças.

© AP Photo/Remy de la Mauviniere 


Mármores de Elgin

No século XIX o aristocrata britânico Thomas Bruce levou para o Museu Britânico os mármores de Elgin que estavam na Acrópole, em Atenas, na Grécia, agora é disputada pelo governo grego.

© IAN WALDIE/Reuters


Artefatos judeus do Iraque

Vários artefatos dos poucos judeus que habitaram o Iraque foram levados por homens dos EUA quando da invasão à sede do governo de Saddam Hussein. Um a bíblia de 400 anos, que está exposta em um museu é uma das peças que o governo iraquiano quer de volta.

© Bill O'Leary/The Washington Post via Getty Images


Torso de um pescador

A peça tem 2 mil anos e está no Museu de Berlim. O governo alemão afirma que a estátua do "Torso de um Pescador" foi legalmente adquirida pelo oficial alemão Theodor Wiegand em 1905, em um leilão e recursa-se a devolvê-la à Turquia que declarou em 2012 que quer que a peça seja devolvida.

© BARBARA SAX/AFP/Getty Images


Restos mortais de Geronimo
O Apache Geronimo enfrentou México e Arizona em suas campanhas avançando sobre os territórios indígenas durante o período colonial. Seus restos mortais foram parar na Universidade de Yale. Os descentes do índio alegam o direito sobre os restos mortais, mas a universidade se nega a comentar.
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© Everett/Rex Shutterstock/Rex Features/Rex Images


"Seria interminável a disputa por tudo que é disputável." - William Penn -


2 comentários:

  1. Duas peças do Egito Antigo que eu amo tanto!!!! Mas vou te falar uma coisa: às vezes é melhor que essas peças estejam mesmo longe do Egito, pois elas, muitas vezes, são mal cuidadas no Museu do Cairo. Algumas nem proteção tinham e ficavam expostas às mãos dos turistas... Um absurdoooo!!!!
    Beijos
    Carolina

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    1. É nisso Carolina que talvez esteja a demora, e acho que nem vão conseguir ter de volta.

      Abraços, obrigada

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