segunda-feira, 6 de julho de 2015

6 de julho Dia Internacional do Beijo


O Dia Internacional do Beijo é comemorado mundialmente em duas datas diferentes 13 de abril ou 6 de Julho. Não existem evidências verídicas de quando esta data foi criada e nem como foi criada, indicam que, possivelmente, seja o dia 13 de Abril de 1882.

Beijo (do latim basium) é o toque dos lábios em outra pessoa ou objeto. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. 

Os primeiros relatos sobre o beijo remontam a 2 500 a.C. nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na antiguidade também era comum, para os romanos e gregos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates.

Era uma espécie de reconhecimento. Aliás os gregos adoravam beijar, mas a difusão da prática deve-se aos romanos.
Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva no final da cerimônia, acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Na Rússia uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar.

Beijos podem ser expressões de amor no sentido mais amplo e abrangente da palavra, trazendo uma mensagem de afeto, fidelidade, gratidão, compaixão, simpatia, alegria intensa ou profunda tristeza. E não devemos esquecer que existem os beijos que em princípio, não parecem ser bem-vindos ou podem causar surpresa.

Kristoffer Nyrop identificou uma série de tipos de beijos, como beijos de amor, carinho, paz, respeito e amizade. Ele observa, porém, que as categorias são um tanto artificiais e sobrepostas e que algumas culturas têm outros tipos de gestos desse tipo.


Beijo de afeto - Sem um elemento erótico, o exemplo mais comum é o sentimento intenso que une pais e sua prole, não apenas comuns entre pais e filhos, mas também entre os membros da mesma família. Um beijo de afeto também pode ter lugar após a morte. Nyrop escreve que "o beijo é a última prova afetuosa de amor que agraciamos a quem amamos, e era acreditado, nos tempos antigos, para acompanhar a humanidade ao mundo inferior."

Beijo romântico - Beijos nos lábios, na boca. Pesquisas indicam que o beijo é a segunda forma mais comum de intimidade física entre os adolescentes no EUA, depois do ato de andar de mãos dadas. 

No contexto religioso é comum - Em períodos anteriores ao cristianismo ou ao islamismo o beijo tornou-se um gesto ritual e ainda é tratado como tal em várias culturas.

Em sinal de respeito - É de origem antiga, desde os tempos mais remotos o encontramos. Ele foi aplicado a tudo o que é santo, nobre e de adoração a deuses, suas estátuas, templos, altares, bem como reis e imperadores, fora da reverência, as pessoas ainda beijavam o chão e tanto sol quanto a lua eram recebidos com beijos. O beijo de respeito também representa uma marca de lealdade, humildade e reverência.

Abaixo 24 beijos memoráveis, no cinema, entre figuras da política, em casamentos reais, pinturas valiosas e também animais. Veja ...


May Irwin e John C. Rice
O beijo de que escandalizou o público. O primeiro beijo do cinema em 1986, Irwin o deu a Rice no filme de Thomas Edson "O Beijo".
© AP Photo


Michelle e Barack Obama
A câmera do beijo apanhou Barack e Michele Obama durante um jogo de basquetebol em 2012. Não perderam a segunda chance dada pela "Kiss Cam".
© JONATHAN ERNST/Newscom/Reuters


Príncipe Charles e Princesa Diana
O casamento de conto de fadas em 1981foi acompanhado por 100 milhões de pessoas em todo o mundo. Após o casamento o casal, Charles, Príncipe de Gales e Lady Diana Spencer apareceu na varanda do Palácio de Buckingham e deram o beijo para deleite da multidão.
© ASSOCIATED PRESS


J.D. Thompson e Gilbert Champion
O beijo da vida, como ficou conhecida a foto de 1967, mostra o trabalhador JD Thompsonna tentativa de reanimar o colega de trabalho Champion Gilbert, sem sentidos após um choque. Segundos após a foto tirada por Rocco Morabito, Thompson gritou: "está respirando."
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© Bettmann/CORBIS


Scott Jones e Alexandra Thomas
Em 2011, em meio à violência do confronto entre torcidas nas ruas de Vancouver após o Vancouver Canucks perder o jogo contra o Boston Bruins, o casal encontrou tempo para um momento íntimo.
© Rich Lam/Getty Images


Denis Thatcher e Nancy Reagan
Denis Thatcher, o marido de Margaret Thatcher, beija a mão de  Nancy Reagan  , a esposa do então presidente dos Estados Unidos da América, em 1988.
© White House Photo Office


Auguste Rodin: 'O Beijo'
Esta escultura foi criada por Auguste Rodin em 1889, uma fantástica mistura de erotismo e idealismo. Mostra a nobre italiana Francesca de Rimini e o seu amante Paolo Malatesta, ambos mortos pelo marido de Rimini no século 13.
© EDDY RISCH/AP


John Lennon e Yoko Ono
Esta foto foi tirada horas antes do assassinato de John Lennon, ocorrido em 08 de janeiro de 1980. Foi capa da edição de janeiro de 1981, em homenagem póstuma, da revista Rolling Stone. Em 2005 foi eleita como a melhor capa de revista dos últimos 40 anos.
© ASSOCIATED PRESS


William e Catherine de Cambridge
A varanda, 30 anos depois do beijo de Charles e Diana foi cenário para o beijo de William e Kate, partilharam o momento após o casamento em 29 de abril de 2011.
© John Stillwell/AP


Gustav Klimt: 'O Beijo'
"O Beijo", obra mais famosa do pintor austríaco do simbolismo Gustav Klimt, a pintura retrata um casal a abraçar-se. Foi pintada entre 1908 e 1909, e está atualmente em exibição no museu Österreichische Galerie Belvedere em Viena.
© AP Images


Clark Gable e Vivien Leigh
Arrancou suspiros o beijo apaixonado entre Rhett Butler (Clark Gable) e Scarlett O'Hara (Vivien Leigh) do fantástico filme de 1929 "E o vento levou". O beijo é considerado uma das cenas mais expressivas de todos os tempos.
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© Clarence Sinclair Bull/Archive Photos/Getty Images


Richard Gere e Debra Winger
Zack Mayo (Richard Gere) e Paula (Debra Winger) em clímax comovente de "Oficial e Cavalheiro", após Mayo confessar seu amor.
© Everett Collection/REX


Burt Lancaster e Deborah Kerr
"Até a Eternidade" de 1953, este beijo abençoado pela água do mar é considerado uma das cenas mais românticas do história do cinema, a cena foi gravada numa praia do Havaí.
© Courtesy Everett Collection/REX


Demi Moore e Patrick Swayze
Cena arrepiante do filme Ghost em 1990, Molly Jensen (Demi Moore) vê o amante assassinado, Sam Wheat (Patrick Swayze) assassinado com a ajuda da vidente Oda Mae Brown (Whoopi Goldberg). O amor pode conquistar tudo.
© Paramount/Everett/REX


Papa João Paulo II
Em qualquer país que chegasse em visita o Papa João Paulo II beijava o chão, como uma marca de amor pelo país e seu povo. Na foto o Papa beija o chão na chegada ao Aeroporto Vilnius, Lituânia, em 1993.
© Diether Endlicher/AP


Tobey Maguire e Kirsten Dunst
O beijo de cabeça para baixo foi de tirar o fôlego. A cena do filme de 2002.
© Columbia/Everett/REX


Ryan Gosling e Rachel McAdams
Em "O Diário da Nossa Paixão" os amantes Noah (Ryan Gosling) e Allie (Rachel McAdams) tentam ultrapassar os obstáculos sociais impostos pela família da jovem, o beijo na chuva não deixou dúvidas das intenções do casal.
© Snap Stills/REX


John Travolta em Scarlett Johansson
Quem assistiu a última gala do Oscar teve uma demonstração de um beijo surpresa.  O beijo "maroto" de John Travolta em Scarlett Johansson. Virou piada na rede, mas Scarlett tratou de o defender com essa declaração: “Não via John há alguns anos e é sempre um prazer ser cumprimentada por ele”.
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© Getty Images


Al e Tipper Gore
Se foi para humanizar a imagem de Gore, que mais tarde concorreu à presidência nos EUA, não se tem certeza, mas o beijo durante o Convenção Nacional Democrata em 17 de agosto de 2000, causou tumulto.
© David J. Phillip/AP


Ray Bourque
Em 09 de junho de 2001, finalmente Ray Bourque conseguiu beijar a Taça Stanley, quando o Colorado Avalanche ganhou o troféu. O feito marcou o fim da carreira de Bourque que durou duas décadas.
© GARY CASKEY/Newscom/Reuters


George Mendonsa e Greta Friedman
O beijo mais famoso do mundo, ocorreu entre dois desconhecidos. Com a celebração do fim da Segunda Guerra Mundial a 14 de agosto de 1945, um marinho, mais tarde identificado como George Mendonsa, beijou Greta Friedman, uma enfermeira, em Midtown Manhattan. Foi fotografado por Alfred Eisenstaedt e tornou-se um marco.
© LIFE Picture Collection/Getty Images


  Ekkachai Tiranarat and Laksana Tiranarat
Ganharam o Guinness World Records para o beijo mais longo. O record foi de 58 horas, 35 minutos e 58 segundos em Pattaya, na Tailândia, em fevereiro de 2013.
elfandarilha© Sakchai Lalit/AP


O beijo de Judas
O beijo de Judas  fala sobre a traição de Judas, um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. De acordo com os Evangelhos Sinópticos, Judas identificou Jesus aos seus inimigos na Última Ceia, em troca de 30 moedas de prata, o preço de um escravo segundo Êxodo 21:32, o que levou à detenção e posterior execução de Jesus. Existem outras perspectivas.
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© Godong / Robert Harding/REX


Cynomys ludovicianus
E os beijos não são exclusividade de humanos, conforme aqui demonstrada por dois membros da espécie Cynomys ludovicianus, um cão de pradaria de cauda negra.
© Brocken Inaglory


"Se quer ser especial na vida de alguém, seja você mesmo. As pessoas precisam de demonstrações e não de aprovações". - Clayton César  Gabriel -


sábado, 4 de julho de 2015

Grécia: o berço da civilização europeia em crise

É uma República Parlamentarista localizado no sul da Europa, segundo o senso de 2011, a população é de aproximadamente 11 milhões de pessoas. A capital é Atenas, a maior cidade do país. A atual Constituição, consiste em 120 artigos, prevê a separação dos poderes em executivo, legislativo e judiciário, está em vigor desde 1975, tendo sido revisada em 1986 e 2001.


Vista da vila de Oia, na ilha de Santorini, um dos principais pontos turísticos do país.
 title=© Flickr : Oia, Santorini/Creative Commons 


Monastério da Santíssima Trindade, em Meteora, no norte do país.
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© Dido3/Creative Commons 

Em 25 de janeiro de 2015, ocorreram as eleições legislativas no país e o partido de extrema esquerda, Syriza, venceu o pleito grego com 70% dos votos apurados. O partido conquistou 149 das 300 cadeiras do Parlamento, tornando Alexis Tsipras, de 40 anos, primeiro-ministro.


O antigo teatro de Epidauro é hoje utilizado para espetáculos de dramas gregos.
 title=© Ferengi/Creative Commons


Centro e Museu Tessalônico de Ciência e Tecnologia.
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© Noesis/Creative Commons 


Este resultado configura um marco na história do país, que há mais de 200 anos esculpe um Estado moderno grego. É a primeira vez que um partido de esquerda assume o poder.


Vista porto de Heraklion a partir de Kommeno Bedeni, para as paredes.
 title=© C messier/Creative Commons


O porto de Patras , na Grécia 
elfandarilha© Jean Casa/Creative Commons 


O país está estrategicamente localizado no cruzamento entre a Europa, a ásia, o Oriente Médio e a África.  O país é composto por nove regiões geográficas: Macedônia, Grécia Central, Peloponeso, Tessália, Épiro, Ilhas Egeias (incluindo o Dodecaneso e Cíclades), Trácia, Creta e Ilhas Jônicas. O Mar Egeu fica a leste do continente, o Mar Jônico a oeste e o Mar Mediterrâneo ao sul.


Vista aérea dos bairros centrais de Thessaloniki
 title=© MWD/Creative Commons


A Ponte Rio-Antirio, perto da cidade de Patras, é a mais longa ponte estaiada da Europa e a segunda no mundo.
elfandarilha© Ylvo/Creative Commons 


A Grécia é hoje relativamente homogênea em termos linguísticos, com a grande maioria da população nativa usando o grego como sua língua materna. A língua grega remonta a 3 500 anos, e  o grego moderno preserva muitos elementos do seu antecessor clássico.


Hermópolis, capital da ilha de Siro e das Cíclades.
 title=© Hans Peter Schaefer/Creative Commons


Praia Navagio, em Zaquintos.
elfandarilha© Sokoban/Creative Commons 


A Grécia moderna tem suas raízes na civilização da Grécia antiga, considerada o berço de toda civilização ocidental. Como tal é o local de origem da democracia, da filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da literatura ocidental, da historiografia e a comédia.


Mount Olympus - a montanha mais alta da Grécia ; ver a partir da cidade de Litochoro , nas raízes da Olympus.
 title=© Salonica84/Creative Commons


A Chama Olímpica durante a cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2004 no Estádio Olímpico de Atenas.
elfandarilha© Alterego/Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 licença


As conquistas gregas influenciaram grandemente o mundo. Este rico legado é parcialmente refletido nos 17 locais considerados pela Unesco como Patrimônio Mundial.


A Entrada do Rei Oto I em Atenas, Peter von Hess, 1839 - Pintura a óleo por Peter von Hess
 title=© Neue Pinakothek, München/Creative Commons


A Academia de Atenas é a academia nacional da Grécia e a maior instituição de pesquisa do país.
 title=© A.Savin/Creative Commons  


A Grécia é um membro fundador das Organização das Nações Unidas (ONU), é membro do que é hoje a União Europeia desde 1981 - e da Zona Euro desde 2001 -, além de ser membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO) desde 1952.


Parlamento Helénico, sede do poder legislativo, no centro de Atenas.
elfandarilha© A.Savin/Creative Commons


Panteão, na Acrópole de Atenas.
 title=© Andrew Baldwin de Santa Clara, Estados Unidos/Creative Commons  


A Economia grega atualmente está mergulhada em profunda crise. Até o final de 2009, como resultado de uma combinação de fatores locais e internacionais (respectivamente, a crise financeira mundial e os gastos descontrolados do governo), a economia grega enfrentou sua crise mais grave desde a restauração da democracia em 1974. No início de 2010, foi revelado que os sucessivos governos gregos tinham sido responsáveis por ter consistente e deliberadamente deturpado as estatísticas econômicas oficiais do país para mantê-lo dentro das diretrizes da união monetária. Isto tinha permitido que os governos do país gastassem além de suas possibilidades, ao esconder o défice real de supervisores da União Europeia. 

Em maio de 2010, o défice orçamental grego foi novamente revisto para uma previsão de 13,6%,56 um dos mais altos do mundo em relação ao PIB57 e a previsão da dívida pública foi, de acordo com algumas estimativas, para 120% do PIB em 2010, uma das mais altas taxas do mundo. Como consequência, houve uma crise de confiança internacional na capacidade da Grécia de pagar sua dívida soberana. Em maio de 2010, os outros países da Zona Euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) concordaram com um pacote financeiro de resgate que envolveu a Grécia, dando um empréstimo imediato de 45 bilhões de euros, com mais fundos em seguir, num total de 110 bilhões de euros.

A Grécia foi convocada a tomar duras medidas de austeridade para controlar seu déficit e sua execução seria acompanhada pela Comissão Europeia, o Banco Europeu e o FMI. Até o dia 29 de junho, com enormes dificuldades a Grécia havia conseguido saldar seus compromissos.
A Grécia não realizou o pagamento de uma parcela de 1,6 bilhão de euros de um empréstimo concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) até o fim do prazo estabelecido, marcado para a 1h da manhã de quarta feira (01/07/2015).

O "calote técnico" grego é inédito. Até hoje, nenhuma das economias consideradas desenvolvidas havia deixado de pagar um empréstimo concedido pelo FMI. Após meses de negociações sem acordo e um "calote técnico", um referendo será realizado no dia 5 de julho. Os gregos votarão se aceitam ou não as novas medidas de austeridade impostas pelos credores internacionais.


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http://g1.globo.com/

E se isso levasse à saída da Grécia? Em entrevista ao Programa "Olhar o Mundo" da RTP, canal de televisão portuguesa Joseph H. H. Weiler, presidente do Instituto Universitário  Europeu, respondeu da seguinte forma:
" - Conseguimos imaginar o Euro sem a Grécia?
  - Podemos imaginar a Europa sem a Grécia, o berço da nossa civilização?
  - Talvez eu seja um romântico, mas para mim isso é impensável ... "


Vista do Lycabettus em Atenas (Ática, Grécia)
 title=© A.Savin/Creative Commons


Vista panorâmica de partes da antiga cidade Corfu, um Patrimônio Mundial pela UNESCO, a partir de Palaio Frourio. A Baía de Garitsa pode ser vista à esquerda.
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© Marc Ryckaert (MJJR)/Creative Commons

Referências: G1.com.br
                     Wikimedia.org
                      Rádio e Televisão Portuguesa



"Aquele que sempre cede acaba não tendo seus próprios princípios". Esopo, escritor grego (620 a.C. - 564 a.C.)



sexta-feira, 3 de julho de 2015

10 incríveis desertos pelo mundo


Os desertos ocupam cerca de um terço da superfície terrestre e há bem mais que areia, clima quente e solidão nessas formações remotas.

Se tem a ideia de que os desertos são apenas lugares no meio do nada e desprovidos de qualquer atrativo deixe-a de lado. Os desertos atraem muitos viajantes ávidos por cenários cheios de mistérios, areias movediças e formas espantosas.

Deserto de Taklamakan

O maior deserto da China, localizado a oeste do país, é um dos lugares mais quentes da Terra e o segundo maior deserto de areia do mundo, cobrindo uma área de mais de 33 mil quilômetros quadrados. Por conta dos ventos, as dunas de areia estão sempre se movendo para a frente, avançando 150 metros a cada ano. É no deserto de Taklamakan que se encontra um dos mais importantes sítio arqueológico da China: as Tumbas de Xiaohe.
© Shutterstock


Deserto do Saara

O maior deserto quente do mundo abrange parte dos seguintes territórios e países: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Mauritânia, Marrocos, Niger, Saara Ocidental, Sudão e Tunísia e pode ser explorado de diferentes formas: acampamentos com os berberes (povos nômades), caravanas de camelos e tours em veículos 4x4 rumo a paisagens espetaculares, como as formações rochosas peculiares do Deserto Branco, no Egito. O deserto é rico em história, e diversos fósseis de dinossauros e outros animais bem como resquícios de diversas civilizações já foram encontrados ali.
© Shutterstock


Wadi Rum

Conhecido também como Vale da Lua, o Wadi Rum, no sul da Jordânia, é uma mistura de planícies arenosas avermelhadas e picos irregulares. Entre os programas turísticos mais populares estão o voo de balão sobre a paisagem desértica e os passeios montar cavalos árabes, caminhadas e escaladas entre as formações de rocha maciça para explorar os cânions, acampamento sob as estrelas e ver as inscrições rupestres com mais de dois mil anos de idade.
© Shutterstock


Deserto da Namíbia

Uma das atrações mais visitadas da Namíbia, país do sul da África, é o Parque Nacional Namib-Naukluft, que abrange parte do impressionante Deserto da Namíbia, considerado um dos mais antigos do mundo. O clima é tão seco que árvores não puderam se decompor e se petrificaram. O clima é extremamente quente, mesmo no inverno, e não há água na região. Turistas e fotógrafos profissionais são atraídos pelas enormes dunas alaranjadas que podem chegar a 340 metros de altura.
© Shutterstock


Vales Secos de McMurdo

Apesar do fato de estar coberta por 98% de gelo, a Antártida é o maior e mais seco deserto do mundo. E a região dos Vales Secos de McMurdo, um conjunto de vales que quase não apresentam cobertura de neve, é um dos desertos mais extremos do mundo e abrigam bactérias nas rochas. Cientistas consideram os Vales Secos o ambiente terrestre mais próximo do encontrado no planeta Marte.
© Wikimedia Commons/Vincent Clifton


Deserto de Danakil

Situado no nordeste da Etiópia, este deserto tem a fama de ser um dos lugares mais quentes e secos da Terra. No vulcão Dallol, a paisagem é espantosa, com fontes ardentes com uma gama de cores brilhantes incrível. Vão de cor de laranja até o verde, passando pelo branco e o amarelo vivo, devido ao enxofre e outros minerais. É neste lugar que detém o recorde de mais alta temperatura média para uma posição habitada na Terra.
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Monument Valley

Este cenário desértico singular se estende ao longo da fronteira entre os estados norte-americanos do Arizona e Utah. Sua paisagem é caracterizada pelo solo arenoso e formações rochosas impressionantes. A reserva dos índios Navajo ocupa uma grande parte do deserto americano, e o Monument Valley é um dos cinco parques da reserva abertos ao público. O Monument Valley já apareceu em diversos filmes de faroeste de Hollywood.
© Shutterstock


Deserto do Atacama

Localizado ao norte do território chileno, o Atacama é o deserto considerado o mais alto e mais árido do mundo e ideal para quem gosta de aventura e paisagens de tirar o fôlego: piscinas de águas termais, cânions, lagos coloridos, relevos montanhosos, dunas e vulcões. Os cartões-postais naturais mais famosos são o Valle de la Luna e Valle de la Muerte, os Gêiseres de Tatio e as belas Lagunas Altiplânicas. Também há múmias com mais de 1000 anos deixadas pelos Chinchorros (antigos habitantes da área).
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© PD-USGOV-NASA


Grande Deserto Arenoso

Este deserto faz parte do chamado "Outback australiano" e estende-se ao longo de 285 mil quilômetros quadrados na porção noroeste do país. Uma das atrações turísticas mais visitadas é o Parque Nacional Kata Tjuta Uluru, onde fica a famosa Ayers Rock. Contém grandes Ergs, normalmente formados por dunas em disposição longitudinal. Ao nordeste localiza-se a cratera Wolfe Creek produzido pelo impacto de um meteorito. O primeiro europeu em cruzar o deserto foi Peter Warburton em 1873.
© Shutterstock


Deserto de Tabernas

Único semideserto do continente europeu (não há verdadeiros desertos absolutos na Europa), o Tabernas está localizado na região da Andaluzia, na Espanha. Por conta de sua semelhança com os desertos dos Estados unidos, o local já serviu de cenário para diversos filmes de "spaghetti western" ou "bang-bang à italiana". Também no deserto de Tabernas foi rodada parte do filme "Red Sun" de Terence Young (1971), com Charles Bronson e Toshiro Mifune. Além de westerns, no deserto de Tabernas foi cenário de muitos filmes de outros géneros, como por exemplo Lawrence da Arábia (1962), Cleópatra (1963), Patton (1970), Conan, o Bárbaro (1982) ou Indiana Jones e a Última Cruzada (1989).
© Shutterstock


“O que dá beleza ao deserto é que esconde um poço de água em qualquer parte”  - Antoine de Saint-Exupéry -


quinta-feira, 2 de julho de 2015

10 cidades medievais que vale a pena conhecer


A Idade Média é o período compreendido entre os séculos V e XV, entre a queda do Império Romano do Ocidente e termina durante a transição para a Idade Moderna. Guerra dos Cem Anos, Cruzadas, Pestes, Feudalismo, Vassalagem, Suserania, Clero, Servos e Nobres: todos esses termos fazem parte da construção da Era Medieval. 

Foi um período que, além de render importantes capítulos históricos, tem como legado de maior destaque o estilo arquitetônico, responsável por fascinar os apaixonados por arquitetura antiga, marcada por castelos, fortalezas e torres.


Óbidos - Portugal
A cidade de Óbidos foi tomada dos Mouros no ano de 1148 e reconhecida como município no ano de 1195, data que é considerada a sua fundação, porém os seus registros mais antigos datam um período anterior a Cristo. Durante séculos a pequena vila murada fez parte do dote de várias rainhas portuguesas, devido a isso carregou por muito tempo o título de “presente das rainhas”. O nome da cidade provém de oppidum, termo em latim usado para as principais povoações nas áreas dominadas pelo Império Romano.

Foto: Waugsberg/Creative Commons


Trakai – Lituânia
A cidade foi, na antiguidade, a capital do pequeno país do Leste Europeu. A arquitetura e a história estão bem conservadas. A principal atração turística é o castelo de Trakai, que fica situado em lago. Construído nos anos 1300, ele tem um museu dentro e marcas impressionantes da era medieval.

Foto: Julo/Creative Commons


Edimburgo – Escócia
As ruas de pedra e arquitetura impecável são os fatores que colocam a cidade na lista. Além disso, a influência da era medieval é tão grande que mesmo as construções atuais tentam reproduzir as marcas do passado. O Castelo de Edimburgo é a maior marca dessa era na cidade e um dos pontos turísticos mais procurados.

Foto: Stuart Caie de Edimburgo/Creative Commons


Carcassonne – França
A cidade francesa foi totalmente construída no século 13 repleta de fortificações e muralhas gigantescas. No século 19 ela foi restaurada e hoje é um polo turístico muito procurado por turistas curiosos por história.

Foto: Jean-Pol GRANDMONT/Creative Commons


Praga – República Tcheca
A capital do país foi uma grande potência da era medieval e ainda conta com diversas marcas dessa época. A arquitetura da cidade tem os dois lados: antiguidade e modernidade, que tornam ainda mais incrível a beleza da cidade. O Castelo de Praga e a Ponte Charles são os locais que os turistas gostam de visitar.

Foto: Millenium187/Creative Commons


Oviedo - Espanha
A cidade espanhola é a capital das Astúrias e tem uma forte influência da era medieval. Os pontos marcantes são as igrejas e os mosteiros e a cidade é tombada como patrimônio histórico da UNESCO.

Foto: Guia da Semana 


Rothenburg ob der Tauber – Alemanha
Andar por essa pequena cidade alemã dá a sensação completa de estar na Idade Média. Ela é considerada uma das cidades medievais mais bem conservadas do mundo e conta com uma infinidade de exemplos típicos da época. São muitas casas, fontes, torres e muralhas espalhados pela cidade.

Foto:Berthold Werner/Creative Commons


Siena – Itália
Na região da Toscana, a cidade de Siena também é um mergulho na história. A cidade parece que parou no tempo e suas belas construções do passado estão presentes até hoje. A praça Piazza del Campo é o grande símbolo da cidade.

Foto: TripAdvisor


Krumlov – República Tcheca
Se quiser conhecer Praga, inclua esse destino na lista. A cidade de Krumlov fica a quase 200 km da capital e também tem grandes influências da Idade Média. As torres, os castelos e as praças possibilitam uma grande viagem no tempo junto com os mais de 300 prédios históricos que a cidade possui.

Foto Rubel/ Creative Commons


Bruges – Bélgica
Conhecida como Veneza do Norte, a cidade é repleta de muros e canais cortados por pontes de pedra. Bruges era um grande polo econômico na antiguidade. A preservação da rica história do passado rendeu à cidade o reconhecimento da UNESCO como Patrimônio da Humanidade e também o título de Capital Europeia da Cultura.

Foto: Elke Wetzig/ Creative Commons


Uma parte significativa das atuais cidades europeias teve a sua origem, ou ressurgiu, na Idade Média. Esta circunstância permitiu a fossilização de algumas das características morfológicas da cidade medieval no tecido urbano posterior, permitindo, deste modo, preservar alguma memória urbana passada nos centros históricos atuais. 



"Se queres prever o futuro, estuda o passado". - Confúcio - (551 a.C., Lu 
- 9 de março de 479 a.C., Lu)