sexta-feira, 3 de julho de 2015

10 incríveis desertos pelo mundo


Os desertos ocupam cerca de um terço da superfície terrestre e há bem mais que areia, clima quente e solidão nessas formações remotas.

Se tem a ideia de que os desertos são apenas lugares no meio do nada e desprovidos de qualquer atrativo deixe-a de lado. Os desertos atraem muitos viajantes ávidos por cenários cheios de mistérios, areias movediças e formas espantosas.

Deserto de Taklamakan

O maior deserto da China, localizado a oeste do país, é um dos lugares mais quentes da Terra e o segundo maior deserto de areia do mundo, cobrindo uma área de mais de 33 mil quilômetros quadrados. Por conta dos ventos, as dunas de areia estão sempre se movendo para a frente, avançando 150 metros a cada ano. É no deserto de Taklamakan que se encontra um dos mais importantes sítio arqueológico da China: as Tumbas de Xiaohe.
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Deserto do Saara

O maior deserto quente do mundo abrange parte dos seguintes territórios e países: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Mauritânia, Marrocos, Niger, Saara Ocidental, Sudão e Tunísia e pode ser explorado de diferentes formas: acampamentos com os berberes (povos nômades), caravanas de camelos e tours em veículos 4x4 rumo a paisagens espetaculares, como as formações rochosas peculiares do Deserto Branco, no Egito. O deserto é rico em história, e diversos fósseis de dinossauros e outros animais bem como resquícios de diversas civilizações já foram encontrados ali.
© Shutterstock


Wadi Rum

Conhecido também como Vale da Lua, o Wadi Rum, no sul da Jordânia, é uma mistura de planícies arenosas avermelhadas e picos irregulares. Entre os programas turísticos mais populares estão o voo de balão sobre a paisagem desértica e os passeios montar cavalos árabes, caminhadas e escaladas entre as formações de rocha maciça para explorar os cânions, acampamento sob as estrelas e ver as inscrições rupestres com mais de dois mil anos de idade.
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Deserto da Namíbia

Uma das atrações mais visitadas da Namíbia, país do sul da África, é o Parque Nacional Namib-Naukluft, que abrange parte do impressionante Deserto da Namíbia, considerado um dos mais antigos do mundo. O clima é tão seco que árvores não puderam se decompor e se petrificaram. O clima é extremamente quente, mesmo no inverno, e não há água na região. Turistas e fotógrafos profissionais são atraídos pelas enormes dunas alaranjadas que podem chegar a 340 metros de altura.
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Vales Secos de McMurdo

Apesar do fato de estar coberta por 98% de gelo, a Antártida é o maior e mais seco deserto do mundo. E a região dos Vales Secos de McMurdo, um conjunto de vales que quase não apresentam cobertura de neve, é um dos desertos mais extremos do mundo e abrigam bactérias nas rochas. Cientistas consideram os Vales Secos o ambiente terrestre mais próximo do encontrado no planeta Marte.
© Wikimedia Commons/Vincent Clifton


Deserto de Danakil

Situado no nordeste da Etiópia, este deserto tem a fama de ser um dos lugares mais quentes e secos da Terra. No vulcão Dallol, a paisagem é espantosa, com fontes ardentes com uma gama de cores brilhantes incrível. Vão de cor de laranja até o verde, passando pelo branco e o amarelo vivo, devido ao enxofre e outros minerais. É neste lugar que detém o recorde de mais alta temperatura média para uma posição habitada na Terra.
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Monument Valley

Este cenário desértico singular se estende ao longo da fronteira entre os estados norte-americanos do Arizona e Utah. Sua paisagem é caracterizada pelo solo arenoso e formações rochosas impressionantes. A reserva dos índios Navajo ocupa uma grande parte do deserto americano, e o Monument Valley é um dos cinco parques da reserva abertos ao público. O Monument Valley já apareceu em diversos filmes de faroeste de Hollywood.
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Deserto do Atacama

Localizado ao norte do território chileno, o Atacama é o deserto considerado o mais alto e mais árido do mundo e ideal para quem gosta de aventura e paisagens de tirar o fôlego: piscinas de águas termais, cânions, lagos coloridos, relevos montanhosos, dunas e vulcões. Os cartões-postais naturais mais famosos são o Valle de la Luna e Valle de la Muerte, os Gêiseres de Tatio e as belas Lagunas Altiplânicas. Também há múmias com mais de 1000 anos deixadas pelos Chinchorros (antigos habitantes da área).
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© PD-USGOV-NASA


Grande Deserto Arenoso

Este deserto faz parte do chamado "Outback australiano" e estende-se ao longo de 285 mil quilômetros quadrados na porção noroeste do país. Uma das atrações turísticas mais visitadas é o Parque Nacional Kata Tjuta Uluru, onde fica a famosa Ayers Rock. Contém grandes Ergs, normalmente formados por dunas em disposição longitudinal. Ao nordeste localiza-se a cratera Wolfe Creek produzido pelo impacto de um meteorito. O primeiro europeu em cruzar o deserto foi Peter Warburton em 1873.
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Deserto de Tabernas

Único semideserto do continente europeu (não há verdadeiros desertos absolutos na Europa), o Tabernas está localizado na região da Andaluzia, na Espanha. Por conta de sua semelhança com os desertos dos Estados unidos, o local já serviu de cenário para diversos filmes de "spaghetti western" ou "bang-bang à italiana". Também no deserto de Tabernas foi rodada parte do filme "Red Sun" de Terence Young (1971), com Charles Bronson e Toshiro Mifune. Além de westerns, no deserto de Tabernas foi cenário de muitos filmes de outros géneros, como por exemplo Lawrence da Arábia (1962), Cleópatra (1963), Patton (1970), Conan, o Bárbaro (1982) ou Indiana Jones e a Última Cruzada (1989).
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“O que dá beleza ao deserto é que esconde um poço de água em qualquer parte”  - Antoine de Saint-Exupéry -


4 comentários:

  1. Que lugares lindos! Alguns parecem de mentira.

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  2. E uma das muitas ironias do planeta é que uma das áreas mais áridas do mundo acaba ajudando uma das áreas mais chuvosas. Os ventos que partem do Saara partem carregados de areia e essa areia chega na Amazônia e serve como fertilizante pela floresta.

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    1. A areia de uma região específica do Saara, chamada Depressão Bodélé, localizada no Chade. Em análise aos dados do satélite MODIS, da NASA, os cientistas fizeram a descoberta.

      Obrigadísisma pelo comentário que muito acrescenta à matéria.

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