quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Diretor Jorge Sequeira diz que professor deve ser reconhecido e valorizado



O Diretor da Secretaria de Educação para a América Latina e Caribe da Unesco disse em entrevista à UOL 
que o papel do professor deve ser reconhecido com valorização social e salarial. 

"Quando eu era criança, o docente tinha muito valor social, tinha mais importância na sociedade, na comunidade, assim como os diretores de escola. Hoje em dia, essa valorização social foi perdida. Temos que recuperá-la, mas isso implica em melhores condições de vida, melhores salários, valorização social, mais importância e reconhecimento (da profissão) na sociedade", afirma.

Segundo ele, alguns países, entre eles Colômbia e Brasil , tiveram importantes avanços em educação, mesmo que o grupo latino-americano ainda apresente desempenho abaixo da média no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).

"É preciso seguir adiante, manter-se sempre crescendo, formar e dar apoio a docentes, porque são eles que realmente mudam a qualidade da educação na sala de aula. Se existe ganho de aprendizagem, o fator fundamental para melhorar a qualidade da educação são os docentes", frisou ele.

Segundo Sequeira a solução para os problemas educacionais da América Latina não estão obrigatoriamente no aumento dos recursos para o setor. Defende que é necessário repensar e investir em áreas estratégicas.
"Muitos países não podem necessariamente colocar mais recursos, mas podem colocar melhores recursos, ou seja direcionar o investimento para onde mais necessita. A porcentagem do PIB para a educação em países como México e Argentina é de cerca de 6%, é muito recurso.
Então é preciso utilizar esses recursos onde mais se necessita, que é na educação básica, sem prejudicar a educação superior".

Jorge Sequeira defende que os investimentos concentrem-se na pré-escola e nos primeiros anos do ensino fundamental. "Os países devem desenvolver políticas que apontem para os mais desfavorecidos, para fortalecer a educação pública, e não necessariamente começar (os investimentos) nas universidades. É preciso investir onde está a raiz da desigualdade, que é a educação pré-primária e primária, disse ele.

Foram destacados pelo diretor o México, Argentina, Costa Rica, Chile e Uruguai, estes têm procurado diversificar os investimentos e feito reformas em seus sistemas educativos.

E estas mudanças, reitera Sequeira, não é exclusividade do governo. "É possível melhorar os investimentos na educação, mas carece de políticas públicas a longo prazo, com continuidade e apoio, sobretudo com a participação de todos: pais, crianças, jornalistas, professores, parlamentares, funcionários; a educação é um assunto que compete a todos, não apenas ao Ministério da Educação e aos docentes" diz.


* E nós temos certeza que assim deve ser, como aliás já foi, no passado. Em especial na parte que toca à participação de todos. O Estado deve priorizar a educação como uma atividade relevante, valorizando com melhores remunerações aos professores, que a escolheram como profissão. A pesquisa Atratividade da Carreira Docente no Brasil feita pela Fundação Victor Civita, mostrou que apenas 2% de alunos do ensino médio têm interesse em seguir carreira de professor, dados de 2013. E além disso ainda são transferidos para esse profissional outras responsabilidade, além da função de transmitir conhecimento. Sabemos que há situações em que os professores são desrespeitados pelos pais dos alunos, inclusive. 



* Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de 
dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro. - D. Pedro II -


Um comentário:

  1. É verdade, o professor já teve mais valorização social que tem hoje. Isso deve ser recuperado.

    Abraços.

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